Por José Reis Santos | Terça-feira, 11 Agosto , 2009, 19:45

A ilegalidade marialvista recentemente cometida – e assumida – pelo 31 da Armada demonstra de forma exemplar a falência do discurso político da direita em Portugal.

De facto, já nos tínhamos apercebido da falência do Jamais, projecto que nunca conseguiu arrancar e que se colou demasiado à partidarite ferreirista; e da falta de coerência no discurso de exigência que por vezes pinta as intervenções de MFL (apresentar uma lista com arguidos é mesmo demais). Também já tínhamos visto que parte da estratégia de combate político da direita passa por uma fuga ao debate e por uma evasão constante à apresentação de propostas concretas e de programas de governação.

Já tínhamos percebido que o momento criado por Paulo Rangel nas eleições europeias tinha-se esfumado; que parte do grupo activo que animou o Papa Mayzena fora limpo do Jamais; e que o PSD – e a direita – estava a perder em toda a linha do combate político. Assim, e perante este cenário, havia que desviar as atenções, procurar quebrar o momento que o PS atravessa e criar novo foco de ruído. E o que foi inventado? Uma entrevista marcante com MFL? Não. A apresentação do programa do PSD? Não. O afastamento das listas de António Preto e de Helena Lopes da Costa? Também não. O melhor que se arranjou para desviar as atenções da formação das listas do PSD, da falta de programa da Manuela Ferreira Leite, foi uma ilegalidadezita marialva.

Assim, depois de a direita ter desistido do debate político, e mesmo blogosférico, assistimos agora – e com algum desplante – ao patrocino pelo desrespeito pelos símbolos das instituições da República, à pratica de roubo, e à glorificação da tontaria como elemento central do discurso e do combate político. Bem sei que tudo vale para captar a atenção da comunicação social; bem sei que há partidos que julgam que a política se faz ocupando tempos de telejornais, dando entrevistas ou procurando a graça fácil. Mas, sinceramente, muito mais era de esperar duma área política que quer governar o país, e de um conjunto de rapazes que – por vezes – se querem passar por gente séria.

«São tontos», podem alguns dizer, numa linguagem desculpabilizadora. Então que como tontos sejam tratados. E deixem as coisas sérias para quem acha que o País merece respeito. (e inclusive que deixam a direita séria não ser confundida com um bando de bombos encapuzados).


Vasco Rosa a 11 de Agosto de 2009 às 20:29
Está muito enganado, Jorge! Roubo e embuste foi a própria Primeira República que pretendem homengaear num foguetório de desperdicio e incredulidade. Não vale a pena tentar disfarçar a incúria da autarquia na preservação da sua própria casa, um edifício que obviamente não foi erigido pela república, coitadinha dela. Os bravos do 31 da armada simplesmente mostraram a paz pobre duma autarquia que precisa de 4 a 5 horas para verificar o pavilhão de bandeira que tem na sua frontaria. Sobre isso nem uma palavra. E não basta dizer que é um caso de polícia. É política, e boa. A que surpreende!

Vera Santana a 11 de Agosto de 2009 às 21:17
Se eu fosse Presidenta da Câmara Municipal de Lisboa, convidava o conjunto dos bloggers do 31 da Armada para um chá nos Paços do Concelho.

Aceitando o convite, mostrariam serem pessoas de diálogo e educação. Não aceitando, ficariam mal vistos.

Este seria o 1º capítulo. O 2º capitulo fica, para já, secreto.

vasco Rosa a 11 de Agosto de 2009 às 21:18
José—— e não Jorge. Desculpe

Stran a 11 de Agosto de 2009 às 21:59
Achei interessante é que antes deste incidente um dos Vader's de serviço num comentário ao incidente do Bairro Alto diz-me:

"A desculpabilização da delinquência é deliquência"

Estranhamete parece-me que afinal essa frase moralistas só se aplica consoante a pessoa.

ruy a 11 de Agosto de 2009 às 22:05
Existe hoje, e não apenas em Portugal, a maior das mistificações acerca dos conceitos - direita e esquerda.
Sem praticas politicas que os diferenciem, os partidos da área do poder europeus reclamam-se: uns tantos da esquerda, outros tantos da direita.
Não se distinguindo ideologicamente, vão alternando-se no poder com politicas em tudo idênticas. O que os distingue será, tão somente, a eficácia com que colocam em pratica tais politicas.
Longe vão os tempos em que na realidade existia diferenças de conteúdo ideológico entre eles. No confronto capital-trabalho, os de direita tomavam partido pelo capital e os de esquerda assumiam-se defensores do trabalho. De forma democrática e formal os socialistas, de forma radical e revolucionária a extrema-esquerda (comunistas, trotskistas e anarquistas).

Não há muito tempo ainda, seria possível distinguir conteúdos ideológicos diferenciados entre os partidos de esquerda e os partidos de direita. Uns defendiam uma política económica Keynesiana enquanto os outros defendiam políticas económicas liberais de Smith. Hoje, no entanto, estas diferenças desapareceram e todos os partidos da área do poder europeu possuem um pensamento único. Existe a maior uniformidade ideológica entre eles. Todos, mas todos, se regem pela cartilha neoliberal de Friedman. A globalização impôs-se e com ela a sua doutrina - o neoliberalismo.

Portela Menos 1 a 11 de Agosto de 2009 às 23:53
"bem sei que há partidos que julgam que a política se faz ocupando tempos de telejornais, dando entrevistas"

então? criticas ao Governo/PS?

António a 11 de Agosto de 2009 às 23:56
Desculpe, percebi bem ou o argumento é o de que a "Direita", vá lá saber o que é isso..., criou esta manobra de diversão para afastar questões chatas para o PSD?
E porque não afirmar que é a própria Ferreira Leite que etá a subir no escadote?
Tenha juízo!

Joaquim Amado Lopes a 12 de Agosto de 2009 às 00:33
António,
Não exija ao rapaz (rapaz porque me recuso a acreditar que este post tenha sido escrito por um adulto) aquilo que manifestamente está fora do seu alcance.

José Reis Santos a 12 de Agosto de 2009 às 00:36
É tão fácil provocar-vos o comentário banal e personalizado...

Jorge a 12 de Agosto de 2009 às 05:11
Parece que basta um post sem sentido, e também ele banal...

Joaquim Amado Lopes a 12 de Agosto de 2009 às 10:58
José,
Escreve um post disparatado como este e estava à espera de quê? Que o levassem a sério? Que lhe dessem os parabéns?

É verdade que há muitos posts ao nível do seu publicados no Simplex mas isso não diminui em nada a sua responsabilidade pelo que escreveu. Por alguma razão os posts são assinados.

ana cristina leonardo a 12 de Agosto de 2009 às 09:14
E porque não afirmar que é a própria Ferreira Leite que etá a subir no escadote?
Tenha juízo!

Também acho. E se além de juízo lhe acrescentar um bocadinho de humor ainda melhor

Paulo Novais a 12 de Agosto de 2009 às 12:52
Pois. Vocês gostavam que fosse assim tão "simplex". Mas não é. Podem repetir, repetir e repetir essas parvoíces de direita esvaziada de ideias, de manobras para desviar atenções; enfim o que quiserem. Talvez que mentiras repetidas muitas vezes...
Sinceramente! Então não basta ver o discurso obsoleto do PS, o choradinho do José "Calimero" Sócrates com os seus "artigos de opinião", a importância que o vosso blogue deu ao incidente da bandeira, para perceber onde está o vazio?
Qualquer coisinha para entreter mais um dia. E dia a dia...
Mas não tenham ilusões. Estamos cá. E estamos firmes.
Cumprimentos

alice goes a 12 de Agosto de 2009 às 15:25
...Palhaço!

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